Mesas de Varanda

“Essa mesa não serve apenas para apoiar objetos, ela apóia o encontro das pessoas que fizeram da colagem de formas e cores um jeito de destampar talentos”.

Gilberto Dimenstein

Mosaico executado em azulejo e pastilhas de vidro sobre MDF

70 cm

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mosaico executado com porcelanas e vidro manchado sobre MDF

70 cm

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mosaico executado com pastilhas de cerâmica e azulejos decorados sobre MDF

40 cm

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Mosaico executado com pastilhas de cerâmica sobre MDF

80 cm

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1o. Ateliê Aberto

Esse é o primeiro Ateliê Aberto que esperamos dar continuidade todos os anos. A proposta é nos reunir a artesãos e artistas convidados para mostrar e disponibilizar nosso trabalho!

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Tesouro no Lixo – “O Adonis de Dor”

Foto 1 – OS ROLIÇOS LÁBIOS VERMELHOS e os grossos cachos da figura deste mosaico são semelhantes aqueles usados por senhoras elegantes, mas de fato retrata a face de um homem – uma máscara te…

Fonte: Tesouro no Lixo – “O Adonis de Dor”

Tesouro no Lixo – “O Adonis de Dor”

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Foto 1 – OS ROLIÇOS LÁBIOS VERMELHOS e os grossos cachos da figura deste mosaico são semelhantes aqueles usados por senhoras elegantes, mas de fato retrata a face de um homem – uma máscara teatral masculina, para ser preciso. Escavado de uma cova romana em Tel Dor, este magistral mosaico com luxuriante guirlanda de frutas e fitas, foi destruído em tempos antigos. Os autores S. Rebecca Martin e Andrew Stewart examinaram este misterioso e encantador achado, tanto quanto uma pessoa que o tivesse adquirido.

S. Rebecca Martin e Andrew F. Stewart

Muitas pessoas que veem pela primeira vez esse assombroso mosaico descoberto em Tel Dor, pensam se tratar de uma mulher, assim como o editor da BAR Hershel  Shanks quando visitou o lugar no verão de 2008. Ele o comparou com o mosaico de Sephoris que foi apelidado de “Mona Lisa da Galiléia”, sugerindo que poderia ser chamada de “Mona Lisa de Dor”. Quando os escavadores do mosaico e os editores(1) explicaram que de fato ele representava uma máscara de teatro de um homem jovem, suspensa numa guirlanda floral, a editora contribuidora da BAR, Suzanne Singer, sugeriu uma alcunha melhor – “Adonis de Dor”.

Infelizmente este fragmento de mosaico não foi achado in situ. Na verdade ele foi jogado fora.  Devido à sua excelente qualidade, é difícil acreditar que alguém destruiu intencionalmente este mosaico. Foi ele destruído por um terremoto? Ou por algum conquistador? Provavelmente ele tenha sido removido do seu local original e eliminado na era romana, como parte de uma ampla reorganização e projeto de reconstrução de uma cidade. Pelo fato de ter sido encontrado junto com entulho de obras, não sabemos de que tipo de construção ele veio, nem sua data exata. Seu estilo sugere que ele data por volta de 100 a.C. quando Dor, uma cidade aparentemente fenícia, foi um porto helenístico movimentado na costa leste mediterrânea, cerca de 20 quilômetros ao sul da moderna cidade de Haifa e 60 quilômetros ao norte de Tel Aviv.

Dor é um exemplo bem preservado de uma das muitas cidades-estado independentes que dominaram a planície costeira e vales interiores do mediterâneo ocidental na era Helenistica. Os antigos reis Hasmoneanos, notadamente Alexandre Janaeuss (que governou de 104-78 a.C.), fez campanha para conter o poder destas cidades para poder anexar seus territórios aos do Reino Judaico. De acordo com Josephus, o tirano Zoilos governou Dor e sua cidade vizinha Straton’s Tower (mais tarde chamada de Cesareia Romana) em fins do segundo século a.C.(2) Alexander Jannaeus pode ter perdido o controle destas cidades distantes de Zoilos cerca de 100 a.C. por volta do mesmo tempo em que o mosaico foi feito – e então impiedosamente destruído.

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Foto 2 – PORTÃO PARA O OESTE. No fim do segundo século a.C., o movimentado porto phenicio de Dor (acima) foi uma cidade-estado rodeada por vastos reinos. De acordo com Josephus, o “tirano” Zoilos governava Dor e a vizinha Cesaréia (naquele período chamada Straton’s Tower) enquanto generais Romanos e Seleuticos, Ptolomeicos e reis Hasmoneanos concorriam por poder e territórios no oriente próximo. O rei Alexander Jannaeus provavelmente tomou o controle das cidades de Zoilo por volta do ano 100 a.C. e adicionou-as ao território judeu. Mas o abundante comércio com o oeste já tinha deixado marcas em Dor.

O mosaico é o exemplo mais completamente preservado do opus vermiculatum encontrado em Israel; de fato, este é um dos únicos conhecidos, sendo o outro um exemplo muito fragmentado de Tel Anafa no monte da Galiléia. Opus vermiculatum, ou “trabalho de verme”, é uma técnica que emprega peças muito pequenas de pedra, cerâmica e vidro de 3 a 5 milímetros de diâmetro – e algumas vezes menores ainda, colocadas sobre uma fina argamassa. A variedade de cores usadas é extraordinária e inclui uma ampla gama de verdes, azuis e amarelos, e ainda o branco. A maioria das tesselas, ou cubos de mosaico são pequenos quadrados, mas seu tamanho e forma variam de acordo com sua posição. Onde o fundo branco se aproxima da área decorada, as tesselas são colocadas com a técnica do vermiculatum, incluindo pequenas peças irregulares, frequentemente de até 1 milímetro, fazendo a curva, como um verme, para contornar a face, frutas e flores.

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3 – BELO “TRABALHO” SE PUDER ENTENDÊ-LO. Opus vermiculatum é um estilo de mosaico raro em Israel – o mosaico de Dor é um de apenas dois conhecidos – mas foi bem conhecido no mundo helenístico. O nome veio da palavra latina para “trabalho de verme” Enquanto outros estilos de mosaicos têm o fundo de tesselas colocadas em linhas retas, no opus vermiculatum as tesselas são colocadas seguindo a forma das figuras do mosaico, como visto em volta do chapéu no detalhe acima. Essa técnica, que é considerada uma das mais difíceis, cria um efeito que ressalta o contorno do desenho.

A representação das formas neste mosaico reflete um toque de mestre. A variedade de cores é surpreendente: marrom rosado e cinza claro para a pele; vermelho rosado para as características arredondadas, como o queixo, orelha, face e fendas nasais; uma mistura de branco com amarelo claro para as partes iluminadas. O lado direito da face é sombreada de marrom para enfatizar a curvatura da cabeça. Vários tons de vermelho são usados para os lábios entreabertos. O que foi preservado da boca aberta é o suficiente para revelar que seu lado esquerdo termina abruptamente numa linha vertical, mostrando como foi cortado o tecido da máscara. As partes do nariz que restaram são delineadas em marrom. O olhos com as pálpebras pesadas são encabeçados por grossas sobrancelhas escuras. Os olhos com grandes pupilas são compostos de pequenas tesselas especiais; o olho esquerdo consiste de quase 30 delas.

A face é emoldurada dos lados por um ondulado cabelo marrom caindo em cachos. A figura veste um chapéu vermelho e dourado que é cravejado com quatro gavinhas de frutos de hera amarelo-esverdeadas. Abaixo das gavinhas de frutos de hera encontra-se um filete em cores marrons e azuis. Um notável laço de fita azul-esverdeado amarra todos os elementos – chapéu, filete, frutas e máscara; ele também prende a máscara à guirlanda atrás dela, e salta pela parte de baixo. A fita é azul escura, azul brilhante, azul claro e com vidro verde e pedras que são quase turquesa. Essas variações de luz e sombra, chamadas de chiaroscuro dão uma ilusão impressionante de profundidade para a superfície bidimensional.

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MOSAIC TILE HOUSE – Venice – CA

The Mosaic Tile House

1116 Palms Blvd Venice CA 90291

Num passeio a Califórnia fui gentilmente presenteada com um convite-surpresa especial! Marcamos hora e lá fomos nós pensando no que nos aguardava. Ao estacionarmos logo chamou nossa atenção o muro, ou melhor, uma espécie de murada toda azulejada com uma casa muito colorida sobressaindo-se por trás das árvores pequenas do jardim. Yes!!! pensei. Minha irmã sabe realmente do que eu gosto!

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Logo na entrada há um banco “gaudinesco” onde recebemos as boas vindas.

Tile House

Cheri Pann, a artista e proprietária veio nos receber com um sorriso muito amigável e nossa conversa fluiu por todo o trajeto. Ela estudou piano, dança e teatro antes de fazer Gravura na UCLA e finalmente fez seu mestrado em Belas Artes.

 

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Cheri nos contou como ela e o marido Gonzalo Duran começaram a reformar o banheiro, depois a cozinha e por fim azulejaram a casa toda, desde o teto, até os muros externos. Gonzalo também é um artista cujo imaginário é rico e fabuloso.

banheiro

cozinha

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Entram no processo do mosaico peças e fragmentos de cerâmica, porcelana, metal, etc. Sendo que a maior parte da cerâmica é feita e queimada no enorme ateliê construído por eles atrás da casa.

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O ateliê parece um laboratório, é uma delícia andar por ele e escutar sobre os processos criativos de Cheri.

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Chama a atenção o trabalho de serralheria artística nos portões e grades feitos por Gonzalo utilizando talheres, conchas, e ferramentas.

portão de talheres Pann e eu

talheres e serrote

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A casa está aberta para visitação através de hora marcada e compra de um ingresso módico. Cheri e Gonzalo também promovem exposições com venda de material produzido por eles, e ainda é possível celebrar casamentos nas dependências da casa.

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Visite o site oficial e não deixe de ver o vídeo no youtube onde você vai sentir como a arte envolve a vida desse casal de uma maneira espontânea.

http://www.cheripann.com/The_Mosaic_Tile_House.html

Você usa Beach Glass nos mosaicos?

A Praia dos Vidros – Onde o mar recebeu lixo e devolveu tesouros.

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Fort Bragg, na Califórnia, USA, é conhecida como a praia dos vidros, ou Beach Glass. É um lugar onde a natureza fez seu árduo trabalho para consertar aquilo que o homem não cuidou e deliberadamente destruiu, oferecendo algo belo e intrigante.

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Por décadas, em total abandono, as falésias destas praias receberam todo tipo de lixo das cidades próximas, desde carcaças de carros, eletrodomésticos, peças de motores, lixo tóxico, etc. Somente nos anos 1960 as autoridades começaram a se preocupar com a remoção e a limpeza da área de cerca de vinte hectares que agora está sob a proteção do Estado fazendo parte do sistema Califórnia State Park, e foram incorporados ao MacKerricher State Park.

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Também chamada de Praia Milagrosa, ela está situada numa das enseadas desta costa recortada do norte da Califórnia

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(foto de Robert S.)
Chegando em Fort Bragg é preciso informar-se bem, pois é preciso achar a enseada certa para encontrar aquele maravilhoso panorama colorido pois há muitas pessoas que não conseguem chegar ao local certo e voltam decepcionadas.

Para chegar lá existe uma trilha e você deve estar equipado para escalar umas pedras. Em algumas falésias há restos de metal amalgamado com rochas e oferecem certo risco para o visitante desavisado.

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(foto de Chelsea W.)

Porém quando você chega a praia dos Vidros… é um espetáculo ver o milagre que o mar conseguiu fazer com suas ondas indo e vindo através dos anos, engolindo o lixo e devolvendo seixos de vidro lisos e coloridos. Há toneladas de pedaços de vidros coloridos “lixados” pela areia do mar embelezando as praias.
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Os vidros azuis, vermelhos e violeta quase não existem mais. Mas fica mais interessante procurar por eles. E é lógico, deixá-los lá antes de sair! (Trazer dois ou três, por enquanto não traz problemas)

Por ser um material muito apreciado pelos que fazem bijuterias, arte, decoração, há muitas pessoas inescrupulosas que vão contra as regras e saem levando baldes de seixos de vidro, continuando de certa forma a destruição daquilo que uma vez a natureza conseguiu consertar com grande empenho de força e tempo.

Você pode encontrar o beach glass no pequeno museu local, produzido industrialmente, vendido a preço bem acessível assim como as gemas de vidro. Então não precisamos ir tão longe para buscar esses tesouros. Vamos lá somente para apreciá-los e ver o poder da natureza..

Do estúdio Mela Delgado fica este belo mosaico onde se usou muito bem o beach glass.

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Expo Solo

A idéia de fazer uma exposição sozinha foi amadurecendo e finalmente aconteceu. Não pensei que seria tão gratificante! Planejei de maneira bem simples, sem vernissage, só uma abertura tranquila com amigos e família. Realmente superou minha expectativa o retorno, o carinho dos amigos e o reconhecimento profissional.

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Grazi, Odilon e Leandro.

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Adalgisa, Véra, Nilda e Marly.

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Véra Oliveira, Curadora.

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Rui Vieira, Marly, Ana Sophia, Caroline e Lutero Leme.

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Maura, Marly, Cristiane e Sélvia.

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Caroline e Ana Sophia.

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Meus pais.

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Rui Vieira ao lado do retrato da Caroline.

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